O futuro está em suas mãos

quarta, 15 de agosto de 2018
Ao longo da História do Brasil, duas forças parecem lutar entre si: as forças do atraso e as do progresso. As primeiras, defendem seus próprios interesses e privilégios, às custas do bem comum. Mudam as cores das suas bandeiras, mas mantém os ciclos viciosos. Do outro lado, as forças do progresso defendem o bem comum, são estadistas que desgastam sua vida pessoal em prol de um ideal e da construção de um país para todos, produzindo ciclos virtuosos.

Desta luta, surgiram legislações e instituições. Nos últimos anos, as instituições foram construídas de modo a beneficiar os poucos privilegiados. Quem são os privilegiados? É um pequeno grupo, composto por grandes sonegadores de impostos e corruptores. Os “amigos do Rei” sustentam caras campanhas eleitorais em troca de benefícios e facilidades com o dinheiro público. O preço dessa conta recai nos ombros de toda a sociedade trabalhadora e empreendedora, pessoas que enfrentam as dificuldades do dia a dia para prosperar. Antes, o Brasil carregou nas costas a coroa portuguesa. Hoje, carregamos esses privilegiados, beneficiados por leis e incentivos custeados pelo dinheiro público.

Foi construído um sistema cuja alta carga tributária sufoca pequenas e médias empresas enquanto grandes conglomerados econômicos se beneficiam com políticas específicas de desoneração. A tributação excessiva sobre o consumo produz desigualdades sociais e trava nossa economia. A burocracia exige horas de trabalho e alto custo para ser superada, dificultando o empreendedorismo e incentivando a informalidade. O sistema penal está estabelecido para garantir impunidade aos criminosos, apesar do esforço da polícia e do Poder Judiciário. A burocracia e a alta carga tributária são amarras da economia que geram desemprego.  É uma legislação que pune o empreendedor e o trabalhador e beneficia os corruptores. 

A corrupção é um comportamento. E os comportamentos são moldados pelas instituições. Estas, por sua vez, estão guiadas por forças do atraso. Porém, a história é cíclica. Chegou a um limite, em que as forças do progresso, a intenção de trabalhar pelo bem comum estão em ascensão. Temos o poder para mudar nossas instituições e construir um novo futuro. Precisamos olhar as coisas como elas podem ser, não como elas foram, nem como se apresentam hoje. Através da política, temos a responsabilidade de escolher aqueles que nos representarão. Qual será a sua escolha? Más opções elegerão representantes do atraso. Boas opções elegerão representantes do progresso e da prosperidade. Omitir-se é nem entrar em campo e deixar o time adversário fazer gol sem goleiro. A omissão também gera corrupção. A louça está suja e não adianta reclamar da sala. Fazer a diferença é uma escolha. 

A dívida a ser paga com a corrupção dos políticos é criada na campanha. Se tem muito dinheiro, muita estrutura, muitos patrocinadores, há algo errado. Essa conta será paga com o nosso dinheiro público, corrupção e péssimos serviços públicos, resultantes do aparelhamento do Estado com a indicação dos cabos eleitorais para a ocupação de cargos nas secretarias, hospitais, escolas, administrações regionais, juntas comerciais e etc.. Escolha candidatos que façam campanhas baseadas em idéias, mobilizações voluntárias e articulações resultantes de seus próprios méritos e atividades exercidas ao longo dos anos. Ninguém desvia o caminho para corrigir a rota mais à frente. Tudo começa na campanha! 

Não há países pobres com boas instituições, nem países prósperos com más instituições. Inglaterra, Estados Unidos e, mais recentemente, Singapura e Hong Kong são exemplos de superação do atraso social e econômico em algumas décadas, a partir da reforma das instituições. Nós temos potencial para conseguir ainda mais em menos tempo. Não existe DNA do fracasso, nem da corrupção. Precisamos rejeitar qualquer visão fatalista e assumir nossa responsabilidade de construção do futuro, compreendendo a grandeza do nosso país.

A receita é: mudar as instituições, permitindo que as funções políticas sejam ocupadas por cidadãos comprometidos com o interesse público, o progresso, o desenvolvimento econômico e a justiça social. A legislação precisa ser alterada, em prol da justiça fiscal, da redução das desigualdades sociais, do combate à impunidade e à burocracia, melhorando o ambiente empresarial, com a valorização do mérito (assegurada igualdade de oportunidades), do empreendedorismo, da livre iniciativa e do crescimento pessoal e profissional.
Vamos construir as boas notícias! Depende de cada um de nós.

Rafael Vasconcellos – Candidato a Deputado Distrital